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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Caminhão é da nova era!


vamos falar sobre caminhões.
q mostros de ferro malditos.
n eh possível que com toda tecnologia à disposição, em plenos 2011, seja necessário queimar tanto combustível pra se transportar o q quer q se transporte.
não vou discorrer sobre as condições das estradas e o papel das empreiteiras na política pública pq o assunto é chato e todos falam isso em todo lugar q se vai.
o que me irrita eh andar na faixa da direita enquanto tem uma parede de lata do lado d um boteco descarregando cerveja tranquilamente como se as tivessem bebendo ao invés de descarregar. É tão revigorante uma baforada preta de fuligem direto do inferno na cara quando se está d passageiro distraído c a janela aberta que posso sentir o cheiro só de falar!!!
Quem dorme d frent p uma rodovia (e principalmente acorda) sabe do ódio que me corrói agora e porque os caminhões deveriam ser símbolos da miséria e do caos humano.
este é um texto aberto na internet. embora eu ache improvável pela quantidade de views do blog, algum caminhoneiro pode chegar a acessar esta página. se este for o caso vc pode parar de ler, porque se eu pudesse eu explodiria seu caminhão na primeira oportunidade. E não pense que não é pessoal. Eu odeio caminhões. se achou ruim vira maquinista!!!!!!
o brasil é um país tão cego que até hoje depende de vias rodoviárias pra transporte e escoamento. Q miséria!
sem falar nos ônibus, que são nada mais que caminhões pra carregar gente. D preferência espremida igual grão de soja, um em cima do outro.
São 2:46 da manhã. Certamente alguém está passando por algum caminhoneiro ribitado pela estrada agora.
diga não aos caminhões.

domingo, 16 de maio de 2010

Funcionário

Um moleque, no meio de uma conversa me disse que seu pai era funcionário de um cachorro. Parece ridículo, mas é verdade. Eu conferi depois. Uma fidalga rica e infeliz deixara toda sua riqueza póstuma a quem tinha mais afeto, um cachorro.

O cachorro morreu e deixou sua herança milionária a um filho, de quem o pai do rapaz era uma espécie de secretário e segurança. Um dia o cachorro mandou que chamassem o menino, ele queria avaliar a estrutura física do rapaz. Ele gostava bastante de seu porte e da estrutura dentária. Havia decidido pagar pra que que ele fosse educado nas melhores escolas de sergurança particular pra ser seu funcionário, embora o menino quisesse fazer faculdade, enquanto o pai se mostrava pomposo ao lado do filho.

Quando recebeu a notícia pegou um ônibus pra casa, onde ele se sentou ao meu lado e desabafou essa história de modo tão resumido quanto descrevi.

Convenha que é incomum pessoas trabalharem pra cães até mesmo hoje em dia. Achei patética a situação do infeliz. Compreendi após alguns segundos de reflexão o que afligia o moleque e perguntei acerca do salário. Era muito mais que alguns salários pagos a seguranças particulares de pessoas humanas ricas. Compensava muito e invejei o rapaz que há pouco me dava pena.

Ele havia decidido e estava indo pra casa arrumar as malas. Dei meus parabéns!

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Ela

Ela chegou la em casa trazida por meu irmão que chegava de viagem. Nessa Época Ela era tão pequena que coube no bolso de uma mochila. Quando chegou estava pálida e com o olhar assustado, então deixei que ela ficasse no escuro do meu quarto até descansar um pouco. Com o tempo decidi que ela ficaria ali mesmo, me fazendo companhia ao lado dos livros da estante.

Ao pesquisar na internet descobri que o pássaro se tratava de um tipo raro de coruja branca do sul da Indonésia e alguns de seus hábitos seriam noturnos, o que mudou um pouco minha rotina. Aos poucos me acostumei ao hábito de estudar de madrugada em companhia de ELa, que era atenta às explicações.

Não demorou para que ela se ambientasse ao novo lar, mas não era muito sociável, exceto com minha priminha que às vezes nos visitava, com quem Ela se mostrava bastante íntima. Normalmente se limitava a observar com atenção os movimentos que se pronunciavam.

Numa das visitas dessa prima eu percebi que Ela não era uma coruja normal. Minha prima estava aprendendo a falar, e dizia certas palavras repetidamente, então parou de frente para a coruja e repetiu várias vezes a palavra "oi", até que ouvi uma voz diferente da dela, num tom bem mais arrastado, dizer a palavra. Olhei pra ver quem era e só havia as duas, que permaneceram caladas, Então Ela girou a cabeça 180° para me olhar nos olhos e disse com o mesmo olhar assustado de quando chegou: "Oi! Seu pai tem boi?"
(Osmar Machado)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Pássaro amarelo

Hay una lluvia a caer.
Hay un nuevo olor y un bueno viento.
Mientras el canta
Esto invade.

Hay nuevas ventanas en mí,
Hay una buena vista y una nueva musica a oír.
Te miro y te canto
Y otro me quedo.

Cantó mirandome,
Voló mirandome,
Y lo creí!

Se hizo, entonces, el haber.
Se hizo la segunda sonrisa,
Y con esto lo que hay ahora en mí!

(Osmar Machado)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eu confio nos fatores. Isso porque eles não precisam respeitar ordens!

Disseram-me: "Organiza que fica mais fácil!"
Pois perguntei o que haveria de se organizar e então disseram que tudo!
Tudo...
Tudo parece muito mas é tão pouco.
Tão insignificante que nem se deram ao trabalho de especificar.

Começei organizando minhas prioridades. O sentido foi feito, a calma desfeita e perdeu-se o sentido.

Organizei meu cabelo.
Cortei, penteei e me misturei tanto aos outros que poucos me viam aqui.

Depois arrumei meu quarto, que ficou mais claro, mas depois disso alguém veio e matou minhas aranhas pra tirar a teia.

Sublimei arquivos alheios e tentei organizar meus próprios pensamentos e tudo o que vi foram palavras, números e desordem.

De tanto ódio disso tudo consegui boas cólicas.
Tentei organizar minhas cólicas com buscopan e elas zombaram de mim:
me deram muitas fezes.

Nada ficou mais fácil Suely.
Deixa assim que eu desorganizo.
(Osmar Machado)

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

A noite à noite.


À noite entram e saem.

E despíduos despem e cospem,
beijam e mordem,
Apertam, estapeiam e dormem.

Ela não.

(Osmar Machado)

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Sombrinha na escola!


Choveu ontem.
E que chuva!
Chovia tanto,
mas tanto que...

Ufa!
Não caiu raio.
Não aqui!
No colégio caiu.

Mas só dois.

Numa menina!!!

(Só um.)
(Osmar Machado)